ISSN (on-line): 1678-9741
ISSN (Impressa): 0102-7638 |
















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Tratamento cirúrgico da conexão anômala parcial das veias pulmonares em veia cava superior Objetivo: O tratamento cirúrgico da conexão anômala das veias pulmonares em veia cava superior, associada ao defeito septal atrial tipo seio venoso, é bem estabelecido e transcorre com baixa mortalidade e morbidade. Com a finalidade de diminuir a incidência de estenose ou oclusão da veia cava superior direita, especialmente quando associada à presença de veia cava superior esquerda, o apêndice atrial direito foi utilizado para ampliar a veia cava superior direita, após o desvio das veias pulmonares para o átrio esquerdo. Métodos: No período entre junho de 1986 e setembro de 2008, foram operados 95 pacientes, consecutivos, portadores desta anomalia com drenagem em veia cava superior direita e porção alta do átrio direito. A idade variou de 6 meses a 68 anos e o sexo feminino predominou com 50 casos. Resultado: No material apresentado, não ocorreu nenhum óbito na fase de pós-operatório imediato ou tardio. O ritmo cardíaco permaneceu sempre sinusal e não ocorreram complicações na evolução. Conclusão: O presente trabalho demonstra a aplicabilidade da técnica descrita, com resultados favoráveis em relação a mortalidade, distúrbios de ritmo e complicações na região da veia cava superior direita. Mortalidade hospitalar na cirurgia de reconstrução da via de saída do ventrículo direito com homeonxerto pulmonar Fundamento: Mortalidade hospitalar na cirurgia de reconstrução da via de saída do ventrículo direito com homoenxerto pulmonar é variável. Objetivos: Identificar os fatores de risco associados à mortalidade hospitalar e ao perfil clínico dos pacientes. Métodos: Estudo de crianças submetidas à reconstrução da via de saída do ventrículo direito com homoenxerto pulmonar. Analisados como fatores de risco as variáveis clínicas, cirúrgicas e de aspectos morfológicos da prótese. Resultados: Noventa e dois pacientes foram operados entre 1998 e 2005, apresentando principalmente atresia pulmonar com comunicação interventricular e a tetralogia de Fallot. Quarenta pacientes foram atendidos no primeiro mês de vida. Necessitaram de 38 cirurgias de Blalock Taussig devido à gravidade clínica. A idade mediana na cirurgia de correção total foi de 22 meses, variando de 1 mês a 157 meses. O tamanho homoenxerto pulmonar variou de 12 a 26 mm e o tempo de extracorpórea foi 132 ± 37 minutos. Após a cirurgia houve 17 óbitos (18% casos), em média 10,5 ± 7,5 dias após. A causa predominante foi falência de múltiplos órgãos. Na análise univariada entre os tipos de cardiopatia, estas deferiram na idade, momento da cirurgia, tamanho do homoenxerto, valor Z da valva pulmonar, tempo de circulação extracorpórea, manutenção da integridade do homoenxerto e alteração da árvore pulmonar. Não houve diferença estatística com relação à mortalidade hospitalar entre as variáveis e o tipo de cardiopatia. Conclusão: As cardiopatias obstrutivas do lado direito necessitam de atendimento cirúrgico nos primeiros dias de vida. A cirurgia de correção total apresenta risco de mortalidade de 18%, mas não houve associação com nenhuma variável estudada. Avaliação do EuroSCORE como preditor de mortalidade em cirurgia cardíaca valvar no Instituto do Coração de Pernambuco Objetivo: Avaliar a aplicabilidade do Sistema Europeu de Risco em Operações Cardíacas (EuroSCORE) em pacientes submetidos à cirurgia valvar no Instituto do Coração de Pernambuco. Métodos: Foram incluídos no estudo 840 pacientes operados entre 2001 e 2009. Os prontuários desses doentes continham todas as informações que permitiram calcular o EuroSCORE. O desfecho de interesse foi óbito na internação. Com o objetivo de avaliar a aplicabilidade do EuroSCORE, foi usado o teste não paramétrico de Mann-Whitney. A calibração do modelo foi medida pela comparação da mortalidade observada com a esperada, usando-se o teste de bondade de ajuste de Hosmer-Lemershow. A acurácia do modelo foi avaliada pela curva ROC (receiver operating characteristic curve). Resultados: A comparação entre a mortalidade prevista e a observada, por meio do teste de Hosmer-Lemershow, evidenciou boa capacidade preditiva (P=0,767), assim como quando comparada para cada valor do EuroSCORE Aditivo (P=0,455). Obteve-se uma área sob a curva de ROC de 0,731 (IC95% 0,660 - 0,793), com valor de P<0,001. A mortalidade global prevista foi praticamente idêntica à observada (7,9%). O grupo de baixo risco (EuroSCORE 0-2) era constituído por 345 pacientes, e a mortalidade foi de 3,19%. O grupo de médio risco (EuroSCORE 3-5) compreendeu 364 pacientes, com mortalidade de 7,69%, e o grupo de alto risco (EuroSCORE >6) incluiu 131 pacientes, com mortalidade foi 20,6%. A análise de regressão logística permitiu identificar os seguintes fatores de risco para o óbito: idade acima de 60 anos, sexo feminino, operação prévia, endocardite ativa, cirurgia associada da aorta torácica e arteriopatia extracardíaca. Conclusões: O EuroSCORE, um método simples e objetivo, revelou-se um preditor satisfatório de mortalidade operatória e, por ele, foram identificados fatores de risco para o óbito em pacientes submetidos à cirurgia valvar no Instituto do Coração de Pernambuco. Importância da fisioterapia no pré e pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica Complicações no pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica são freqüentes, destacando-se a atelectasia e a pneumonia. A fisioterapia contribui significativamente no tratamento destas complicações. Desta forma, este estudo buscou agrupar e atualizar os conhecimentos da atuação fisioterapêutica no pré-operatório e nas complicações pulmonares do pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica. Observou-se a eficácia do tratamento fisioterapêutico por meio de diferentes técnicas específicas e a necessidade do desenvolvimento de novas pesquisas. Conceitos de física básica que todo cirurgião cardiovascular deve saber. Parte I - Mecânica dos fluídos O objetivo do trabalho não é de habilitar o leitor no conhecimento da física, mas apresentá-la como ferramenta útil na explicação de fenômenos conhecidos na rotina do cirurgião cardiovascular. Importância da troponina I no diagnóstico do infarto do miocárdio no pós-operatório de cirurgia de revascularização Objetivo: Estabelecer um valor de corte para a troponina I, correlacionando-a com a ocorrência de infarto do miocárdio pós-cirúrgico (IAMPC). Métodos: Foram incluídos 180 pacientes consecutivos portadores de coronariopatia obstrutiva com indicação cirúrgica. A idade média dos pacientes foi de 60,6 + 9,3 anos, sendo 119 (66,1%) do sexo masculino e 61 (33,9%), do feminino. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo sem infarto (A) - 170 pacientes - e infartado (B) - 10 pacientes. Foram coletados de cada um troponina I, ao momento da indução anestésica e ao segundo dia do pós-operatório, e correlacionada com a presença ou não de IAMPC. A análise estatística foi feita com a ajuda do programa StatsDirect 1.6.0 para Windows. Resultados: A troponina I pré-operatória apresentou uma média de 1,0 + 6 ng/ml. A regressão logística univariada mostrou correlação da troponina I do segundo dia de pós-operatório com IAMPC com P=0,0005. A curva ROC determinou um valor de corte de 6,1 ng/ml, sensibilidade = 90,0% e especificidade = 82,1%, OR = 49,8 (IC 95% 6,1-410,4) com P<0,0001. Conclusão: A chance de um paciente com infarto pós-operatório apresentar troponina igual ou superior a 6,1 ng/ml é 49,8 vezes maior do que a de um paciente que não infartou apresentar troponina acima desse nível. Efeitos da ultrafiltração modificada na função pulmonar e necessidade de hemotransfusão em pacientes submetidos à revascularização do miocárdio Introdução: A cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea aumenta a permeabilidade vascular, com incremento da morbidade e da mortalidade pós-operatória. A ultrafiltração modificada na população pediátrica demonstrou melhora da função pulmonar e hemodinâmica, contudo benefício semelhante não está bem estabelecido em adultos. Nós temos a hipótese que a ultrafiltração modificada pode melhorar a função pulmonar, hemodinâmica e a coagulação no pós-operatório em pacientes adultos. Métodos: Estudo prospectivo e cego para a equipe anestésica e da terapia intensiva em pacientes eletivos submetidos à revascularização do miocárdio. Todos os pacientes foram monitorados quanto à função hemodinâmica, pulmonar e hematológica no intraoperatório e até 48 horas de pós-operatório. Os pacientes foram divididos em dois grupos: um submetido à ultrafiltração modificada por 15 minutos após a saída de circulação extracorpórea e um grupo sem ser submetido à ultrafiltração. Os dados foram estudados com análise de variância com dois fatores para medidas repetidas. Resultados: O grupo ultrafiltração modificada apresentou menor sangramento pós-operatório ao final de 48 horas (598 ± 123 ml vs. 848 ± 455 ml; P = 0,04) e menor necessidade de transfusão de unidades de hemácias (0,6 ± 0,6 unidades/paciente vs. 1,6 ± 1,1 unidades/paciente; P =0,03). O grupo ultrafiltração apresentou menor resistência de vias aéreas quando comparado ao controle (9,3 ± 0,4 vs. 12,1 ± 0,8 cmH2O. L-1s-1; P =0,04) e menor complacência quando comparado ao controle (47,3 ± 2,0 mLcmH2O vs. 53,1 ± 3,1 mLcmH2O; P=0,04). Conclusão: O uso ultrafiltração modificada diminuiu o sangramento pós-operatório e a necessidade de transfusão, contudo sem diferenças no resultado clínico final. O uso da ultrafiltração modificada não foi associado com instabilidade hemodinâmica. Dominância coronariana em corações humanos em moldes por corrosão Objetivo: Esse trabalho tem como objetivo analisar os padrões de dominância circulatória de corações humanos, o número de ramos que a artéria coronária direita fornece ao ventrículo esquerdo, o número de ramos que a artéria coronária esquerda fornece ao direito e a presença de anastomoses intercoronarianas, com sua localização e frequência. Métodos: Foram produzidos 25 moldes de corações submetidos à instilação de acrílico colorido e posterior corrosão com ácido clorídrico, no Laboratório de Cirurgia Experimental da FURB. Peças com lesões e cicatrizes não foram usadas Variáveis perioperatórias de função ventilatória e capacidade física em indivíduos submetidos a transplante cardíaco Resumo:
Introdução: O transplante cardíaco é atualmente a única alternativa cirúrgica amplamente aceita para tratar pacientes com insuficiência cardíaca (IC) grave que a terapia medicamentosa otimizada não consiga manter qualidade de vida adequada. Objetivo: Descrever e comparar os valores entre pré e pós-operatório, das capacidades física e pulmonar de pacientes que realizaram transplante cardíaco. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo composto por indivíduos submetidos ao transplante cardíaco, entre janeiro de 2001 a março de 2005, no IC-FUC/RS. Resultados: Foram incluídos na análise 21 indivíduos. Observou-se redução dos valores de volumes e capacidades pulmonares (VEF1 e CVF) no 1º dia de pós-operatório em relação ao pré-operatório (P<0,001) e recuperação destes valores no 14º dia de pós-operatório (P<0,001). Os valores de força muscular inspiratória demonstraram tendências semelhantes, reduzindo no 1º dia de pós-operatório em relação ao pré-operatório (P< 0,001) e recuperando no 14º pós-operatório (P< 0,001). A capacidade funcional útil, mensurada por meio do teste de caminhada de 6 minutos (T6') mostrou melhora no 14º pós-operatório em relação ao pré-operatório (P< 0,001). Conclusão: Alterações na função ventilatória de indivíduos submetidos a transplante cardíaco são previsíveis, porém estes recuperam a força de músculos ventilatórios e capacidades pulmonares dentro de duas semanas, além de melhorar a capacidade funcional útil em relação ao pré-operatório, sendo o transplante, quando indicado, associado à reabilitação funcional boa estratégia terapêutica. Resultados da implementação de modelo organizacional de um serviço de cirurgia cardiovascular Objetivo: A crescente complexidade de pacientes encaminhados a cirurgia cardíaca exige maior eficiência dos serviços que prestam assistência, no sentido de manter a mesma qualidade. O objetivo é examinar o impacto, em curto prazo, da adoção de um modelo organizacional nos resultados cirúrgicos. Métodos: No período entre janeiro de 2006 a junho de 2007, 367 pacientes adultos consecutivos foram submetidos à cirurgia cardiovascular. Os dados pré, intra e pós-operatórios foram colhidos prospectivamente e armazenados em um banco de dados institucional. Modelo organizacional foi implementado em agosto de 2006 e se baseou em trabalho multiprofissional integrado centralizado no paciente, medicina baseada em evidências com condutas padronizadas e resolução de conflitos interpessoais. Os desfechos estudados foram mortalidade hospitalar e eventos combinados (óbito, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio e insuficiência renal aguda), por meio de regressão logística multivariada. Resultados: Após a adoção do modelo, houve redução da mortalidade hospitalar (de 12% para 3,6%, risco relativo= 0,3; P=0,003) e de eventos combinados (de 22% para 15%, risco relativo= 0,68; P=0,11). Operações realizadas anteriormente à implementação do modelo estiveram associadas independentemente com maior mortalidade (OR=2,5; P=0,04), ajustada para características pré-operatórias e complexidade pelo EuroSCORE. Outros preditores de mortalidade foram idade > 65 anos (OR=6,36; IC95% 2,57 - 17,21; P<0,0001) e o tempo de circulação extracorpórea > 145 minutos (OR=8,57; IC95% 3,55 - 21,99; P<0,0001). Conclusão: A rápida melhora dos resultados cirúrgicos depende da composição de serviços de cirurgia cardíaca embasados em modelos organizacionais semelhantes ao proposto. Desfechos clínicos pós-revascularização do miocárdio no paciente idoso Estudo de coorte histórico visando comparar os desfechos clínicos nos pacientes octogenários submetidos à revascularização cirúrgica do miocárdio com e sem a utilização de circulação extracorpórea, no InCor - SP, no período entre 1/1/2000 e 1/1/2007. Correlação entre gasometria atrial direita e índice cardíaco no pós-operatório de cirurgia cardíaca Objetivo: Determinar a confiabilidade em se correlacionar o índice cardíaco com os dados fornecidos pela gasometria do sangue venoso atrial direito em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, durante o período pós-operatório. Métodos: A partir das amostras de sangue arterial e venoso do átrio direito, colhidas no pós-operatório de cirurgia cardíaca, foram determinados os parâmetros de oxigênio do sangue venoso do átrio direito. Estes parâmetros foram então comparados com o índice cardíaco determinado pela termodiluição. Resultados: Houve boa correlação entre a saturação de oxigênio do sangue venoso do átrio direito (SvO2), diferença artério-venosa do conteúdo de oxigênio do sangue colhido no átrio direito e o índice cardíaco aferido pela termodiluição, com boa sensibilidade e especificidade e alto valor preditivo positivo e negativo. A pressão do sangue do átrio direito (PvO2) apresentou baixa sensibilidade na estimativa de baixo débito cardíaco. Conclusão: No pós-operatório de cirurgia cardíaca, a SvO2 e a diferença artério-venosa do conteúdo de oxigênio (C(a-v)O2) apresentaram-se como parâmetros confiáveis correlacionados a baixo débito cardíaco. A PvO2 foi pouco sensível no diagnóstico de baixo débito no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Comportamento da dor e da função pulmonar em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca via esternotomia Objetivo: Avaliar o comportamento da função pulmonar e da dor em pacientes adultos submetidos à cirurgia cardíaca por esternotomia. Além de verificar possíveis correlações e comparações dessas variáveis com as características do procedimento cirúrgico e o tempo de internação hospitalar. Métodos: Foi realizado estudo de coorte composto de 70 indivíduos, nos quais foi avaliada a função pulmonar pré-operatória por espirometria e inspirometria de incentivo. Os pacientes foram acompanhados no pós-operatório, por meio de protocolo com informações da cirurgia, função pulmonar e um protocolo de avaliação álgica (escala análoga visual e desenho do corpo humano). Resultados: Os valores de função pulmonar do período pós-operatório apresentaram diminuição significativa em relação ao pré-operatório (P<0,01). A dor localizou-se na região da esternotomia, persistindo até o 5º dia de pós-operatório. Houve correlação da dor com os parâmetros de função pulmonar (volume expiratório forçado no 1° segundo - percentual r=-0,271 e P<0,047; pico de fluxo expiratório r=-0,357 e P<0,008; volume inspiratório máximo r=-0,293 e P<0,032). Não se observou correlação significativa da dor com outras variáveis. Conclusão: Observou-se prejuízo significativo da função pulmonar, não se restabelecendo completamente até o 5º dia de pós-operatório. A dor foi uma queixa que persistiu durante todo o período do estudo. Os parâmetros de função pulmonar apresentaram relação significativa com a dor. Não houve correlação entre dor e as características dos indivíduos, do procedimento cirúrgico e tempo de internação hospitalar. Qualidade do serviço prestado aos pacientes de cirurgia cardíaca do Sistema Único de Saúde-SUS Objetivo: Avaliar qualidade do serviço prestado aos pacientes de cirurgia cardíaca no período hospitalar, em serviço do SUS, identificando as expectativas e percepções dos pacientes. Relacionar qualidade de serviço com gênero, faixa etária e circulação extracorpórea. Métodos: Estudaram-se 82 pacientes (52,4% do sexo feminino e 47,6% do masculino) submetidos a cirurgia cardíaca eletiva, operados por toracotomia médio-esternal, idade: 31 a 83 anos (média 60,4±13,2 anos), período: março a setembro de 2006. Avaliou-se a qualidade do serviço em dois momentos: expectativas no pré-operatório e percepções do atendimento recebido no 6° dia de pós-operatório; mediante aplicação da escala SERVQUAL modificada (SERVQUAL-Card). O resultado foi obtido pela diferença da somatória das notas das percepções e expectativas por meio de análise estatística. Resultados: A escala SERVQUAL-Card foi validada estatisticamente, apresentando adequado índice de consistência interna. Encontrou-se maior frequência de revascularização do miocárdio 55(67,0%); primeira cirurgia cardíaca 72(87,8%) e utilização de CEC 69(84,1%). Verificaram-se altos valores para expectativas e percepções, com resultados significantes (P<0,05). Observou-se relação significante entre qualidade de serviço com gênero, na empatia (P=0,04) e faixa etária, na confiabilidade (P=0,02). Não se observou significância entre CEC e qualidade de serviço. Conclusão: A qualidade dos serviços foi satisfatória. O paciente demonstrou expectativa alta ao serviço médico-hospitalar. Mulheres apresentaram maior percepção da qualidade na empatia, jovens na confiabilidade. A utilização de CEC não está relacionada com qualidade do serviço nesta amostra. Os dados obtidos sugerem que a qualidade deste serviço de saúde pode ser monitorada pelo emprego periódico da escala SERQUAL. Cirurgia da insuficiência mitral no tratamento da insuficiência cardíaca avançada A cardiomiopatia dilatada caracteriza-se por disfunção miocárdica grave, progressiva e, quase sempre, irreversível. Essa síndrome cursa com remodelamento cardíaco e, em especial, por aumento do volume e da esfericidade do ventrículo esquerdo com dilatação do anel mitral. Como consequência ocorre deslocamento lateral dos músculos papilares, estiramento das cordas tendíneas e consequente restrição da excursão sistólica dos folhetos mitrais. Esse conjunto de alterações biomecânicas causa insuficiência mitral funcional, um indicador de mau prognóstico. A plastia ou a troca da valva mitral foram introduzidas como alternativas cirúrgicas coadjuvantes ao tratamento clínico convencional e têm se mostrado eficazes em combater os sintomas de insuficiência cardíaca. Resta, todavia, demonstrar, seu benefício sobre o aumento da sobrevida em longo prazo. O novo Qualis, que não tem nada a ver com a ciência do Brasil. Carta aberta ao presidente da CAPES Professor Doutor Jorge Guimarães
DD Presidente, CAPES
São Paulo, 2 de agosto de 2009.
Meu caro Jorge,
Você já viu, não é, o Novo Qualis está dando pano pra mangas! Até rendeu excelente matéria em ?O Estado de São Paulo? sob o sugestivo título Ranking coloca revistas científicas brasileiras em ?risco de extinção? [1]. Noções básicas de variabilidade da frequência cardíaca e sua aplicabilidade clínica O sistema nervoso autônomo (SNA) desempenha um papel importante na regulação dos processos fisiológicos do organismo humano tanto em condições normais quanto patológicas. Dentre as técnicas utilizadas para sua avaliação, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) tem emergido como uma medida simples e não-invasiva dos impulsos autonômicos, representando um dos mais promissores marcadores quantitativos do balanço autonômico. A VFC descreve as oscilações no intervalo entre batimentos cardíacos consecutivos (intervalos R-R), assim como oscilações entre frequências cardíacas instantâneas consecutivas. Trata-se de uma medida que pode ser utilizada para avaliar a modulação do SNA sob condições fisiológicas, tais como em situações de vigília e sono, diferentes posições do corpo, treinamento físico, e também em condições patológicas. Mudanças nos padrões da VFC fornecem um indicador sensível e antecipado de comprometimentos na saúde. Uma alta variabilidade na frequência cardíaca é sinal de boa adaptação, caracterizando um indivíduo saudável, com mecanismos autonômicos eficientes, enquanto que, baixa variabilidade é frequentemente um indicador de adaptação anormal e insuficiente do SNA, implicando a presença de mau funcionamento fisiológico no indivíduo. Diante da sua importância como um marcador que reflete a atividade do SNA sobre o nódulo sinusal e como uma ferramenta clínica para avaliar e identificar comprometimentos na saúde, este artigo revisa aspectos conceituais da VFC, dispositivos de mensuração, métodos de filtragem, índices utilizados para análise da VFC, limitações de utilização e aplicações clínicas da VFC. Methylene blue for vasoplegic syndrome treatment in heart surgery. Fifteen years of questions, answers, doubts and certainties/Azul de metileno no tratamento da síndrome vasoplégica em cirurgia cardíaca. Quinze anos de perguntas, respostas, dúvidas e certezas Abstract:
Objective: There is strong evidence that methylene blue (MB), an inhibitor of guanylate cyclase, is an excellent therapeutic option for vasoplegic syndrome (VS) treatment in heart surgery. The aim of this article is to review the MB?s therapeutic function in the vasoplegic syndrome treatment. Methods: Fifteen years of literature review. Results: 1) Heparin and ACE inhibitors are risk factors; 2) In the recommended doses it is safe (the lethal dose is 40 mg/ kg); 3) The use of MB does not cause endothelial dysfunction; 4) The MB effect appears in cases of nitric oxide (NO) upregulation; 5) MB is not a vasoconstrictor, by blocking of the GMPc system it releases the AMPc system, facilitating the norepinephrine vasoconstrictor effect; 6) The most used dosage is 2 mg/kg as IV bolus followed by the same continuous infusion because plasmatic concentrations strongly decays in the first 40 minutes; 7) There is a possible ?window of opportunity? for the MB?s effectiveness. Conclusions: Although there are no definitive multicentric studies, the MB used to treat heart surgery VS, at the present time, is the best, safest and cheapest option, being a Brazilian contribution for the heart surgery. Uso de nifedipina e incidência de lesão renal aguda em pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio com CEC Objetivo: Avaliar durante o período perioperatório o uso da nifedipina na incidência de lesão renal aguda dos pacientes submetidos à revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea. Métodos: Foram estudados, de modo prospectivo e sequencial, 94 pacientes submetidos à revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea. As dosagens da creatinina sérica foram realizadas durante pré-operatório e pós-operatório de 24, 48 horas e no 7º dia. Estabeleceu-se como definição para presença de lesão renal a elevação da creatinina sérica 30% em relação ao seu valor basal nas primeiras 24 ou 48 horas de pós-operatório. Os pacientes foram divididos em quatro grupos: G1, que recebeu nifedipina no pré-operatório; G2, que recebeu nifedipina no pós-operatório; G3, que recebeu nifedipina no pré e pós-operatórios e, G4, que não recebeu nifedipina. Resultados: O grupo G4 mostrou maior elevação do percentual de creatinina sérica e maior percentual de pacientes que apresentaram insuficiência renal aguda em relação aos demais grupos no pós-operatório. Conclusão: Os valores da creatinina sérica e a incidência de lesão renal aguda no pós-operatório sugerem possível efeito nefroprotetor da nifedipina em pacientes submetidos à revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea. Prevalência e fatores de risco para insuficiência renal aguda no
pós-operatório de revascularização do miocárdio Objetivo: Determinar a prevalência, fatores predisponentes e o desfecho clínico dos pacientes submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio que apresentaram insuficiência renal aguda (IRA). Métodos: Estudo do tipo coorte prospectivo, a partir dos prontuários de 186 indivíduos submetidos a cirurgia, no período de janeiro de 2003 a junho de 2006. As informações foram inseridas em um banco de dados e analisadas pelo software STATA 9.0. Resultados: A prevalência de IRA foi 30,6% (57/186), sendo que 7% (4/57) necessitaram de diálise. A idade média dos pacientes que evoluíram com IRA e sem IRA foi 62,8 ± 9,4 anos e de 61,3 ± 8,8 anos, respectivamente (P=NS). Na análise univariada, estiveram relaciona dos com IRA: tempo de CEC > 115 min (P=0,011) e tempo de pinçamento da aorta > 85 min (P=0,044). No pós-operatório, a necessidade de balão intra-aórtico (P=0,049), tempo de ventilação mecânica > 24h (P=0,006), permanência da UTI > três dias (P<0,0001), bradicardia (P=0,002), hipotensão (P=0,045), arritmia (P=0,005) e uso de inotrópicos (P= 0,0001) foram superiores no grupo com IRA. Na análise multivariada, apenas tempo de internação na UTI > três dias apresentou correlação com IRA (P = 0,018). A taxa de mortalidade nos pacientes com e sem IRA foi 8,8% (cinco casos) e 0,8% (um caso), respectivamente (P=0,016), atingindo 50% (2/4) entre os que necessitaram de diálise. Conclusão: A IRA foi uma complicação pós-operatória frequente e grave associada à maior mortalidade e permanência na UTI, cujos fatores de risco observados foram: tempo prolongado de CEC e anoxia, ventilação mecânica > 24h e instabilidade hemodinâmica. Operação de Fontan: uma técnica em evolução Resumo:
Objetivo: Estudos recentes de fluxo com modelos experimentais de anastomoses cavopulmonares totais (ACPTs) baseados em ressonância magnética e angiografia demonstram que este é um procedimento bem estabelecido para o tratamento de várias cardiopatias, mas o melhor arranjo espacial continua controverso. Nosso intuito é apresentar os resultados imediatos com três diferentes técnicas de ACPTs. strong>Métodos: Ensaio clínico de ACPTs realizadas no período de janeiro de 2005 a julho de 2008 com 40 pacientes, com idade média de 6,4 ± 3,2 anos, com Glenn prévio. Os pacientes foram divididos em três grupos, dependendo da técnica cirúrgica empregada: Grupo 1 (G1) - túnel lateral; Grupo 2 (G2) - conduto extracardíaco; Grupo 3 (G3) - conduto intracardíaco dirigido para o ramo esquerdo de artéria pulmonar, todos com fenestração. Foram avaliadas variáveis pré e pós-operatórias. Resultados: Foram incluídos 11 pacientes no G1, 10 no G2 e 19 no G3. As variáveis pré-operatórias foram semelhantes nos três grupos (P>0,05). A mortalidade foi maior nos Grupos 1 e 2 (9,1% e 10,0%, respectivamente), comparadas ao Grupo 3 (zero), porém sem significância estatística (P=0,3841). Efusão pleural foi ausente no Grupo 3, diferença significativa (P=0,0128) em relação aos outros grupos (40,0% e 33,3%). A mediana do tempo de hospitalização pós-operatória foi menor no Grupo 3 (8 dias), em relação aos grupos 1 e 2 (18 e 13 dias, respectivamente) (P=0,0164). Conclusão: A técnica de conduto intracardíaco foi associada a menor morbidade pós-operatória, sendo a opção atual do nosso serviço na anastomose cavopulmonar total. Remodelamento reverso cirúrgico do ventrículo esquerdo: seguimento de 111 meses Objetivo: Apresentar a experiência do Instituto de Cirurgia Cardiovascular do Oeste do Paraná (ICCOP) com o tratamento de aneurismas de ventrículo esquerdo, com a técnica de endoventriculoplastia com exclusão septal (EVES), imediata e o seguimento por 111 meses. Métodos: No período de abril de 1999 a 2006, 28 pacientes foram submetidos a EVES, pelo autor. Foram analisadas, retrospectivamente, variáveis clínicas e ecocardiográficas pré, trans e pós-operatórias tardias. A idade média era de 59,0 ± 9,5 anos, sendo 23 pacientes do sexo masculino. Dezessete pacientes estavam em classe funcional IV e o EuroScore médio foi 8,2 ± 2,3. Os valores pré-operatórios de fração de ejeção, volumes sistólico e diastólico finais do ventrículo esquerdo foram, respectivamente, 32,3 ± 9,2%, 113,9 ± 36,0 ml e 179,2 ± 48,4 ml. Foi aplicada a versão brasileira do questionário de qualidade de vida SF36 no pós-operatório tardio. Resultados: A mortalidade imediata foi de quatro pacientes por síndrome de baixo débito e arritmia. O tempo médio de seguimento pós-operatório foi 5,6 ± 3,2 anos. A fração de ejeção de ventrículo esquerdo foi fator significativo na mortalidade imediata (P=0,0222) e o tempo de parada cardíaca anóxica na tardia (P=0,0123). A análise atuarial de sobrevivência demonstrou uma sobrevida de 82,1 ± 7,2%, e 54,7 ± 22,9%, respectivamente, antes e depois de 107 meses, de seguimento. Conclusões: A cirurgia da EVES é efetiva no tratamento desse grupo de pacientes, com melhora da função ventricular esquerda (de 32,3 para 46,4%) e da qualidade de vida dos pacientes. Fatores de risco para lesão renal aguda após
cirurgia cardíaca Resumo
Objetivo: Identificar fatores de risco associados à lesão
renal aguda em pacientes com níveis séricos normais de
creatinina sérica que foram submetidos à revascularização
cirúrgica do miocárdio e/ou cirurgia valvar.
Métodos: Os dados de uma coorte de 769 pacientes foram
analisados utilizando análise bivariável e regressão logística
binária.
Resultados: Trezentos e oitenta e um pacientes foram
submetidos à revascularização isolada, 339 a cirurgia valvar
e 49 a ambas. Quarenta e seis por cento dos pacientes eram
do sexo feminino e a idade média foi 57 ± 14 anos. Setenta e
oito (10%) pacientes apresentavam disfunção renal no pósoperatório,
23% destes necessitaram hemodiálise. A
mortalidade geral foi 10%. A mortalidade para pacientes
com disfunção renal pós-operatória foi de 40% (versus 7%, P
<0,001), 29% para aqueles que não precisam diálise e 67%
para aqueles que necessitaram de diálise (P = 0,004). Os
fatores de risco independentes identificados foram: idade (P
<0,000, OR: 1,056), insuficiência cardíaca congestiva (P =
0,091, OR: 2,238), DPOC (P = 0,003, OR: 4,111), endocardite
(P = 0,001, OR: 12,140, infarto do miocárdio < 30 dias (P =
0,015, OR: 4,205), cirurgia valvar (P = 0,016, OR: 2,137),
tempo de circulação extracorpórea > 120 minutos (P = 0,001,
OR: 7,040), doença arterial periférica (P = 0,107, 2,296).
Conclusão: A disfunção renal foi a disfunção orgânica
pós-operatória mais frequente em pacientes submetidos à
revascularização do miocárdio e/ou cirurgia valvar e idade,
presença de insuficiência cardíaca, DPOC, endocardite,
infarto do miocárdio < 30 dias, doença arterial periférica,
cirurgia valvar e tempo de circulação extracorpórea > 120
minutos foram os fatores de risco independentemente
associados à lesão renal aguda.
Descritores: Procedimentos cirúrgicos cardiovasculares.
Falência renal aguda. Fatores de Risco. Elaboração de escore de risco para mediastinite pós-cirurgia de revascularização do miocárdio Introdução: A mediastinite é uma grave complicação do pós-operatório de cirurgia cardíaca, com prevalência de 0,4 a 5% e mortalidade entre 14 e 47%. Vários modelos foram propostos para avaliar risco de mediastinite após cirurgia cardíaca. Objetivo: Desenvolver um modelo de escore de risco para prever mediastinite em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. Métodos: A amostra do estudo inclui dados de 2.809 pacientes adultos que realizaram cirurgia de revascularização do miocárdio, entre janeiro de 1996 e dezembro de 2007, no Hospital São Lucas da PUCRS. Regressão logística foi usada para examinar a relação entre fatores de risco e o desenvolvimento de mediastinite. Dados de 1.889 pacientes foram usados para desenvolver o modelo e seu desempenho foi avaliado nos dados restantes (n=920). O modelo final foi criado com a análise dos dados de 2.809 pacientes. Resultados: O índice de mediastinite foi de 3,3%, com mortalidade de 26,6%. Na análise multivariada, cinco variáveis permaneceram preditores independentes para o desfecho: doença pulmonar obstrutiva crônica, obesidade, reintervenção cirúrgica, politransfusão no pós-operatório e angina estável classe IV ou instável. A área sob a curva ROC foi 0,72 (IC 95%, 0,67-0,78) e P=0,61. Conclusão: O escore de risco foi construído para uso na prática diária para calcular o índice de mediastinite após cirurgia de revascularização do miocárdio. O escore inclui variáveis coletadas rotineiramente e de fácil utilização. Valva aórtica bicúspide: fundamentos teóricos e clínicos para substituição simultânea da aorta ascendente A valva aórtica bicúspide (VAB) está associada à ectasia ânulo-aórtica, aneurisma e dissecção da aorta ascendente. A alta incidência desta malformação congênita e doença da aorta sugere íntima relação entre os fenômenos. Anormalidades ocorrendo em diferentes fases da migração das células da crista neural podem ser responsáveis pela ocorrência em anormalidades na valva aórtica, na camada média da aorta ascendente e nos vasos do arco aórtico. Estudos prévios revelam que mesmo indivíduos com VAB normal ou com disfunção leve podem apresentar dilatação da raiz aórtica. Os autores acreditam que somente as alterações hemodinâmicas produzidas por uma VAB sem estenose ou insuficiência parecem ser insuficientes para as graves complicações vasculares observadas nos portadores de VAB. Vários mecanismos têm sido propostos para explicar os achados moleculares e histológicos desta doença. Encontramos a redução da fibrilina-1 na aorta ascendente e artéria pulmonar como possível causa. Histologicamente, a aorta ascendente pode apresentar necrose cística da média e fragmentação elástica, semelhante àquela encontrada em portadores de síndrome de Marfan. Vários autores atualmente recomendam que em se operando um paciente com VAB, especialmente aqueles com insuficiência aórtica, mesmo na presença de uma discreta dilatação (45 mm) deve-se substituir a valva aórtica e a aorta ascendente concomitantemente quando a expectativa de vida exceder 10 anos, para se prevenir futuros aneurismas ou rupturas. Comparison study of two different patient-controlled anesthesia regiments after cardiac surgery Introduction: Acute and severe pain is frequent in patients who undergo cardiothoracic surgery. Patient controlled analgesia (PCA) can be used to manage postoperative pain. Objective: To compare analgesia of morphine PCA alone (without continous infusion) with morphine PCA plus a continuous infusion on postoperative period after cardiac surgery and to evaluate pain scores, morphine consumption, number of demand, patient satisfaction and side effects. Methods: Randomized trial was conducted to assess patients who underwent cardiac surgery receiving either morphine PCA alone or morphine PCA plus continous infusion. In the post operative period, PCA was started at extubation in both regiments according to randomization. Pain intensity, morphine consumption, number of demand, satisfaction and side effects were assessed at zero, six, twelve, eighteen, twenty four and thirty hours after patients' extubation. Results: The study enrolled 100 patients. 50 patients received morphine PCA alone, (Group A) and 50 patients received morphine PCA plus a background infusion, (Group B). Group B patients had less demand, consumed more morphine and were more satisfied regarding analgesia. No statistical differences were shown between groups related to pain intensity, and side effects. Conclusions: Pain control was effective and similar in both groups. Morphine PCA alone seems to be better for postoperative pain manage in cardiac surgery, due to its less morphine expense with the same effectiveness.
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